02/09/19

Opinião: "Há algo estranho na água" de Catherine Steadman

"Erin, autora de documentários televisivos, está à beira de uma reviravolta profissional. Mark é um atraente gestor de investimentos com um futuro risonho. Parecem ter tudo para serem felizes, até que Mark perde o emprego, o que ensombra a vida perfeita do casal. Mas ambos estão determinados a fazer com que as coisas resultem. Decidem partir para uma lua de mel num local paradisíaco, confiantes de que tudo se resolva - afinal, têm-se um ao outro.

Em Bora Bora, Mark leva Erin a fazer mergulho. Mark está com ela, Erin sabe que está segura. Vai correr tudo bem. Porém, descobrem algo estranho na água...O casal decide manter a sua descoberta em segredo - se mais ninguém souber o que eles encontraram, que mal poderá haver nisso Mas a decisão que tomam desencadeia uma devastadora sequência de acontecimentos... que vai pôr em causa tudo o que lhes é mais querido.

Há algo estranho na água escito com um ritmo e suspense crescente que prende o leitor da primeira à última página. Bestseller do New York Times e nomeado como um dos melhores livros do ano pela Glamour e Newsweek."

Bom dia, leitores!

Hoje é o meu primeiro dia de regresso à faculdade, mas como as aulas são só à tarde decidi partilhar convosco agora de manhã uma das minhas últimas leituras: Há algo estranho na água de Catherine Steadman, uma novidade da Editorial Presença.

Este é o primeiro livro da autora e posso-vos desde já garantir que Catherine é para manter debaixo de olho. É o quão bom este livro é.

Desde o início que ficamos agarrados a este livro, a começar pelo documentário peculiar que Erin está a fazer passando pela maravilhosa lua-de-mel em Bora Bora (e aquilo que descobrem na água) até ao desfecho inesperado.

As personagens são todas muito bem descritas (mesmo as secundárias) e conseguimos ir criando uma imagem delas e do papel que desempenham à medida que vamos avançando na leitura.

O ambiente está sempre carregado de suspense e as más decisões das personagens sempre a pairar como uma ameaça do que pode acontecer a seguir.

O desfecho está extremamente bem construído sendo que (se depois voltarmos atrás) nos apercebemos que tudo levava àquilo (mas tenho de admitir que só mesmo um bocadinho antes é que suspeitei do culpado).

Classificação: 4,5/5

Uma leitura com apoio da
presença

Para mais informações sobre o livro Há algo estranho na água, clica aqui!

28/08/19

Opinião: "A Rapariga Sem Nome" de Leslie Wolfe

"Os olhos azuis vidrados, o belo rosto, inerte, coberto de cintilantes grãos de areia. Os lábios entreabertos, como que para libertar um último suspiro. Quem é a bela rapariga encontrada ao amanhecer numa praia deserta? Qual é o seu segredo?
A agente especial Tess Winnett, do FBI, procura incessantemente respostas. A cada passo, a cada nova descoberta, desvenda factos perturbadores que conduzem à mesma conclusão: aquela não foi a única vítima. O assassino que procuram já matou antes.

Escondendo também um terrível segredo, a agente Tess Winnett enfrenta os seus receios mais profundos, numa emocionante corrida para apanhar o assassino, que se prepara para acabar com outra vida. Descobri-lo-á a tempo? Será capaz de o deter? A que preço?

AS REGRAS DO JOGO MUDARAM. 
TAL COMO A DEFINIÇÃO DE SERIAL KILLER. 
TODOS DESEJAMOS TER ALGUÉM. MAS ESTAREMOS DISPOSTOS A MORRER POR ISSO?
A agente especial Tess Winnett é apaixonada, ousada, forte e temperamental. Não hesita em arriscar a vida, numa busca incessante por toda a verdade e por um seria killer cruel que anda a tirar vidas sem piedade. Inteligente, desenvolta e teimosa, Tess levará os leitores numa memorável e aterradora investigação neste empolgante e apaixonante thriller."

Boa noite, leitores!!

Hoje trago-vos a minha opinião de um livro que li no final de junho (só para verem o quão atrasada estou nisto de publicar as reviews hahahah): A Rapariga Sem Nome de Leslie Wolfe, um livro da Alma dos Livros.

Este livro foi uma agradável leitura de férias, pois a sua escrita fluida e um plot pouco parado - recheado de suspense, drama, detalhes mórbidos e investigação policial - torna-o impossível de pousar. Já para não falar das personagens bem descritas que podiam perfeitamente fazer parte do nosso dia-a-dia - é impossível não simpatizarmos com a personagem principal, Tess Winnett, e não torcermos para que ela consiga resolver o caso (ao mesmo tempo que também queremos desvendar os seus próprios traumas).

Para além disso, um outro ponto positivo é o facto de desde o início do livro termos acesso aos pensamentos do assassino, o que nos permite desde logo conhecer as suas motivações e criar também a nossa própria imagem de quem é que ele será e quem poderá ser a sua próxima vítima.

Um livro para os fãs de thrillers que recomendo imenso e tenho a certeza que vai agradar a todos!!

Classificação: 5/5

Uma leitura com apoio da

07/08/19

Opinião: "A Paciente Silenciosa" de Alex Michaelides

"Alice Berenson é uma pintora britânica, jovem e famosa, que vive numa casa sublime nos arredores de Londres com o marido, Gabriel, um conhecido fotógrafo de moda. A vida de ambos parece perfeita. Mas uma noite, quando ele chega a casa depois de uma sessão fotográfica, Alicia mata -o com cinco tiros. E nunca mais diz uma palavra.

A recusa de Alicia em falar e dar qualquer tipo de explicação sobre a tragédia, transforma-se num mistério que prende a imaginação da opinião pública, e confere a Alicia uma notoriedade sem precedentes. O preço dos seus trabalhos artísticos dispara e ela, a paciente silenciosa, é alvo de um mediatismo implacável. Para evitar isso, é conduzida para uma unidade forense de alta segurança no norte de Londres.

Theo Faber, um psicoterapeuta criminal, espera há muito pela oportunidade de trabalhar com Alicia. A sua determinação em convencê-la a falar e a desvendar as razões misteriosas que motivaram o assassínio do marido leva-o por um caminho tortuoso, numa busca pela verdade que ameaça consumi-lo..."



Boa tarde, livrólicos!

Desculpem por andar tão atrasada com as opiniões, mas têm sido uns meses malucos mesmo. 

Mas hoje, para vos compensar, venho-vos falar de um livro que li há umas semanas e que me surpreendeu positivamente: A Paciente Silenciosa de Alex Michaelides e uma novidade da Editorial Presença.

Desde que este livro foi publicado que tenho lido críticas bastante positivas e agora consigo perceber porquê! Não há dúvidas de que o autor fez um excelente trabalho, pois escrever um livro em que a personagem principal não fala não me parece nada fácil!

A única forma de comunicação por parte de Alice que temos (pelo menos durante grande parte do livro) é o seu diário, que começou algum tempo antes da morte do marido, Gabriel, mas permite-nos ficar a conhecer o que vai dentro da cabeça da personagem, o que foi algo que me agradou bastante.

Desde o início que somos também apresentados ao nosso narrador, Theo, e desde logo que ficamos na dúvida sobre se este será ou não um narrador de confiança, devido aos problemas mentais que teve na sua infância. E este é mais um dos pontos que nos deixa agarrados a este livro em suspense, sempre com desejo de saber o que verdadeiramente se passou.


A Paciente Silenciosa é um livro que se lê muito bem mesmo, com capítulos curtos e uma escrita super fluida, já para não falar da trama em si que está construída de forma excelente!


Do final então nem se fala! Nunca, mas mesmo nunca, ao longo do tempo em que estive a ler este livro previ o final. Um plot twist que nos deixa de boca aberta e com vontade de reler tudo de novo para perceber como deixámos escapar as pistas que nos levaram até ali!


Uma excelente leitura para aproveitar as tardes de verão que ainda restam! ;)

Classificação: 4,5/5

Uma leitura com apoio da
presença

Para mais informações sobre o livro A Paciente Silenciosa, clica aqui!

18/06/19

Opinião: "A Distância entre nós" de Rachael Lippincott com Mikki Daughtry e Tobias Iaconis

"Stella Grant gosta de sentir que está tudo sob controlo - embora os seus problemas pulmonares a obriguem a permanecer no hospital durante a maior parte da sua vida. Ela sofre de fibrose quística, uma doença que impede os pulmões de funcionarem normalmente. De momento, o que a jovem Stella tem de controlar, com a máxima atenção, é a distância que a separa de uma pessoa ou de uma coisa de forma a prevenir infeções que ponham em risco a possibilidade de um transplante pulmonar. Ela tem de se manter a um metro e oitenta - três passos - de distância dos outros. É o limite.

A única coisa que Will Newman quer ter sob controlo é a sua saída do hospital. Ele não quer saber de tratamentos nem de novos testes clínicos. Dentro de dias fará dezoito anos e poderá, ele próprio, desligar-se de todas estas máquinas, e partir para conhecer o mundo que há para lá dos hospitais. 

Will é exactamente alguém de quem Stella deve manter-se à distância. Mas, de súbito, um metro e oitenta não é uma distância segura. Parece castigo. E se eles pudessem recuperar um pouco do espaço que os pulmões de ambos lhes roubaram Será o espaço de um metro e oitenta entre eles tão perigoso assim já que a essa distância os seus corações pulam de alegria."

Boa tarde, leitores!

Hoje venho partilhar convosco uma leitura recente que fiz e que me marcou imenso: A Distância entre nós de Rachael Lippincott com Mikki Daughtry e Tobias Iaconis, um livro da Editorial Presença.

A primeira vez que ouvi falar deste livro foi quando fui ao cinema e vi o trailer e a primeira coisa em que pensei foi que se parecia imenso com o livro A Culpa é das Estrelas do John Green: muito dentro do género de dois adolescentes doentes que se apaixonam um pelo outro. Mas a verdade é que assim que comecei a ler percebi que não tinha nada a ver; não é que seja melhor ou pior, é simplesmente bastante diferente.

Primeiro, porque este livro aborda uma doença que eu, pelo menos, pouco ou nada conhecia e que me parece que é muito pouco abordada: a fibrosa quística. A questão com esta doença é que os doentes não se podem aproximar uns dos outros (têm de estar a pelo menos 1,80 metro de distância), por isso podem imaginar o complicado que é quando duas pessoas com esta doença se apaixonam uma pela outra.

Outra coisa que acho que foi muito bem conseguida foi o facto de toda a ação se desenrolar num hospital. O facto de ser só num sítio podia ser algo que tornasse a história aborrecida, mas os autores conseguiram com que o hospital se tornasse quase numa personagem dentro desta história e conseguiram-no de forma muito bem feita!

Acho que o livro está muito bem escrito e bastante fora daquilo a que estamos habituados dentro do género Young adult. É a leitura ideal agora para aproveitar no verão até porque a escrita é bastante fluida e lê-se com muita facilidade!

Classificação: 4/5

Uma leitura com apoio da
presença

Para mais informações sobre o livro Distância entre nós, clica aqui!