09/07/18

Opinião: "À Beira do Colapso" de B. A. Paris

"Cass vive momentos difíceis desde o dia em que viu aquela mulher dentro de um carro estacionado no bosque. Agora sabe que a mulher foi assassinada e que ela nada fez para ajudar. Tenta afastar o caso da sua mente, mas o que poderia ela ter feito? Se tivesse parado, teria provavelmente acabado também por ser uma vítima. 

Mas, desde então, Cass anda perturbada, esquece-se das coisas mais básicas: Onde deixou o carro? Tomou a medicação? Qual o código do alarme de casa? Consumida por um profundo sentimento de culpa, a única coisa que não consegue esquecer é a imagem daquela mulher dentro do carro. E há ainda as chamadas telefónicas anónimas e a sensação de que alguém anda a observá-la. Mas quem poderá estar por detrás disso?

À Beira do Colapso foi considerado o melhor thriller de 2017 pela Barnes & Noble."


Boa tarde, leitores!!

A minha opinião de hoje é sobre um livro que já aguardava há quase um ano: À Beira do Colapso de B. A. Paris, uma novidade da Editorial Presença.

O ano passado li o primeiro livro da autora, Ao Fechar a Porta e fiquei completamente rendida às personagens e à história angustiante que nos foi apresentada! Assim, quando peguei neste livro, e já depois de ter lido a sinopse, estava à espera de ser presenteada com algo que me fizesse sentir da mesma forma, mas acabei por ficar com a sensação de que este novo livro não nos consegue cativar de forma tão intensa quanto o anterior.

Apesar disso, a sensação de sufoco e pânico é algo constante ao longo do livro. Através da personagem principal, Cass, experienciamos momentos de puro terror, sempre com um pé atrás, no entanto. Isto, porque Cass não é uma personagem em que possamos propriamente confiar: a mãe sofria de demência e a própria Cass receia sofrer da mesma doença, fruto dos constantes episódios de esquecimento, e ainda os comportamentos estranhos que apresenta.

Tenho de admitir que estava à espera que este livro se focasse mais no aspeto policial (devido ao homicídio que nos é apresentado logo nas primeiras páginas), mas acabou por se focar mais no aspeto psicológico das personagens, algo que me agradou. Sem dúvida que o que me prendeu mais a esta história foi o desejo de saber o que verdadeiramente se estava a passar com Cass (e se acabássemos por descobrir o assassino ainda melhor)!

O desfecho não foi propriamente surpreendente, mas ao longo da trama (e especialmente quando estamos quase a chegar ao fim) é impossível não ficar de pé atrás com algumas personagens e, na minha opinião, esse é um dos fatores mais incríveis deste livro, pois deixa-nos sempre em suspenso e com os sentidos em alerta a fim de tentarmos descobrir o que se passa sem sermos enganados por algumas personagens

Classificação: 4/5

Uma leitura com apoio da
presença

Para mais informações sobre o livro À Beira do Colapso, clica aqui!

19/06/18

Opinião: "O Que Fica Somos Nós" de Jill Santopolo

"Numa luminosa manhã de fim de Verão, Lucy e Gabe encontram-se na universidade, em Nova Iorque, e apaixonam-se. Parece o começo de uma história como muitas outras, mas estamos a 11 de setembro de 2001 e, enquanto a cidade está envolta em poeira e detritos, eles beijam-se e trocam promessas. Assumem que têm de encontrar um significado para as suas vidas, tirar proveito dela, deixar uma marca. Jovens e apaixonados, pareciam ter o mundo a seus pés. Não esperavam que os seus próprios sonhos os separassem. Mas Gabe aceita trabalhar como fotógrafo de imprensa no Médio Oriente e Lucy decide continuar a sua carreira em Nova Iorque.
Treze anos depois, Lucy está numa encruzilhada. Sente a necessidade de revisitar as épocas fundamentais do seu relacionamento com Gabe, marcado por escolhas que os conduziram por diferentes caminhos, ao longo de diferentes vidas. Escolhas que, no entanto, nunca romperam o vínculo profundo que os une. Então, é chegado o momento, naquele dia... Lucy mantém um último segredo, e é hora de o revelar a Gabe. Todas as suas escolhas os conduziram até ali. Agora, uma última escolha decidirá o seu futuro.

Um romance comovente sobre o poder imperecível do primeiro amor com um final inesquecível."

Wook.pt - O Que Fica Somos Nós
Boa tarde, livrólicos!!

Hoje trago-vos a opinião de um dos meus livros preferidos deste ano e um que, sem dúvida nenhuma, me marcou imenso: O Que Fica Somos Nós de Jill Santopolo, uma novidade da Suma de Letras.

A sinopse deste livro foi a primeira coisa a chamar-me à atenção: afinal qual poderia ser o final impressionante que estaria reservado a este romance? Os capítulos curtos foram a segunda coisa, mas o que verdadeiramente me prendeu a este livro foi a sua história.

Uma história sobre o poder do amor e sobre as decisões que tomamos na vida e o impacto destas que me levou às lágrimas.

Gabe e Lucy são como qualquer outro casal que se conhece na universidade, mas que depois decide seguir caminhos diferentes a fim de alcançar os seus objetivos de vida. A única diferença é que eles se conheceram em Nova Iorque no 11 de setembro, o que fez com que criassem um laço incrivelmente forte a uni-los, mesmo quando se separam e cada um foi para uma ponta diferente do mundo.

Outro aspeto que achei bastante interessante foi a forma como a história se desenrola: desde o início percebemos que é Lucy quem narra a história e que a conta a alguém (mais à frente percebemos que é a Gabe que se dirige), mas ficamos sempre sem perceber muito bem o motivo pelo qual o faz. Até chegarmos ao final quando Lucy se vê confrontada com uma decisão impossível de tomar e decide que é hora de revelar os seus segredos ao seu primeiro amor.

As personagens são também muito realistas e deixam-nos com as emoções à flor da pele: tanto nos surpreendem com os seus gestos grandiosos, como nos desiludem perante os seus comportamentos e decisões. Mas, no fim de contas, não é assim com toda a gente? As personagens deste livro são personagens imperfeitas com bastantes defeitos, mas também com os seus aspetos positivos, tal como acontece na vida real.

O final é bastante inesperado e, tal como já referi, deixou-me com lágrimas nos olhos. Cada vez mais me ando a tornar fã de romances e livros como este (em que o final não é aquilo que estamos à espera, porque é o que acontece com todos os outros) são uma lufada de ar fresco!

Sem dúvida que recomendo este livro a toda a gente. Quer sejam grandes fãs de romance ou nem por isso, tenho a certeza de que este livro vos irá marcar e que se tornará uma incrível leitura para os dias quentes que se avizinham!

Classificação: 5/5

Uma leitura com apoio da
Foto de Suma de Letras Portugal.

17/06/18

Opinião: "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows

"Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros. É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet. Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel."

Wook.pt - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata
Bom domingo, leitores!!

A minha opinião de hoje é acerca de um livro com um título bastante curioso, o qual, tenho de admitir, foi a primeira coisa a chamar a minha atenção: A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, um livro da Suma de Letras.

Mas não só o título é peculiar. Na verdade, todo este livro é diferente daquilo a que estamos habituados, particularmente a forma como a história é contada: por cartas. Tenho de admitir que quando recebi este livro em casa não fazia ideia de que a história se desenvolvia através de cartas e fiquei um bocadinho de pé atrás com essa ideia. Quer dizer, será que não se vai tornar aborrecido? E será que vamos compreender bem a história? No entanto, não temos nada com que nos preocupar.

A história está, sem dúvida, magistralmente escrita e a leitura não se torna nada aborrecida nem perdemos nenhuma informação. Para além disso, a época durante e após a 2ª Guerra Mundial está muito bem retratada. As emoções que sentiam as pessoas, os conflitos que estabeleciam consigo mesmas e os sacrifícios que tiveram de realizar. Tudo isso está presente neste livro e as autoras adicionaram estes factos à narrativa de forma a complementá-la de uma maneira muito bem feita, que cria um ambiente psicológico muito mais realista e pesado.

As personagens são também retratadas de forma bastante interessante: para além da caracterização direta, somos também capazes, nas entrelinhas das cartas, de percecionar algumas das suas características, dos seus segredos e das suas ambições, algo que talvez não fosse tão claro se o livro fosse escrito da maneira tradicional.

Este acaba por ser um hino à importância dos livros e da leitura em tempos de crise, um livro que irá agradar tanto aos fãs de livros como da Segunda Guerra Mundial!

Classificação: 4/5

Uma leitura com apoio da
Foto de Suma de Letras Portugal.



12/06/18

Opinião: "Os Altos e Baixos do meu Coração" de Becky Albertalli

"Aos 17 anos, Molly sabe tudo o que há para saber sobre o amor não correspondido. É que a jovem já se apaixonou 27 vezes, mas sempre em segredo. E por mais que a irmã gémea, Cassie, lhe diga para ter juízo, Molly tem sempre cuidado. É melhor ter cuidado do que sofrer.

Quando Cassie se apaixona, a sua nova relação traz um novo círculo de amigos. Dele faz parte Will, que é engraçado, namoradeiro e um excelente candidato a primeiro namorado da Molly.

Mas há um problema: o colega de Molly, Reid, um cromo e fã incondicional de Tolkien, por quem ela jamais se apaixonaria… certo?

Uma história divertida e comovente sobre primeiros amores e a importância de sermos fiéis a nós mesmos."

Wook.pt - Os altos e baixos do meu coração
Bom dia, livrólicos!

Hoje trago-vos a minha opinião do mais recente livro de Becky Albertalli: Os Altos e Baixos do Meu Coração, uma novidade da Porto Editora.

Uma das coisas que mais me cativa nos livros desta autora (com O Coração de Simon contra o Mundo aconteceu a mesma coisa) é a escrita simples e direi, até mesmo, fofa. Não me entendam mal: a autora trata sempre personagens com algum tipo de problema (no caso de Simon, a sua orientação sexual, no caso de Molly, o seu peso), mas a forma como os relata é sempre de maneira acessível e sem qualquer tipo de preconceito, o que eu adorei!

Outro aspeto que torna este livro (bem como o anterior) irresistível é a comida. Comida?, estão vocês a pensar. Sim, comida! Para além da vida amorosa das personagens ser adorável, esta é sempre "apimentada" com comida: em O Coração de Simon eram as Oreos, neste é a massa de bolachas com gelado (conseguem imaginar a delícia?!).

Pelo que pude ver, a autora é psicóloga infantil e penso que esse pode ser um dos fatores pelos quais Becky é capaz de retratar os jovens de forma tão realistas. Apesar de ser um livro mais direcionado para o público jovem, Os Altos e Baixos do Meu Coração decerto que vai cativar também os mais velhos, e quem quer que o leia será capaz de se identificar com pelo menos uma das personagens (eu cá fui capaz e adorei ver as reações da mesma face ao que lhe acontecia e questionar-me se seria o mesmo que eu faria se estivesse no lugar dela)!

Os capítulos são também curtinhos, o que torna a leitura bastante fluída e rápida (até porque com o desenrolar da história vamos querer chegar ao fim o mais rapidamente possível para sabermos o que vai acabar por escolher o coração de Molly)!!

Sinceramente, não sou capaz de apontar algo negativo a este livro. Podemos dizer que o plot é um pouco cliché, mas na minha opinião esse aspeto faz parte do charme deste livro e contribui para que o mesmo se torne uma leitura capaz de aquecer os corações de miúdos e graúdos!!

Classificação: 5/5


Uma leitura com o apoio da